REVALIDA 2025/2

Simulado Objetiva - Revalida INEP

1. Um paciente de 64 anos com síncope e bradicardia (42 bpm). O ECG revela necessidade de:

  • A) Cardioversão elétrica.
  • B) Ablação de via anômala.
  • C) Implante de marca-passo definitivo.
  • D) Isolamento elétrico das vias pulmonares.

2. Homem de 75 anos, tabagista, com hematúria macroscópica. Melhor conduta e diagnóstico:

  • A) Uretrocistoscopia; carcinoma invasor de bexiga.
  • B) Urografia excretora; carcinoma de células renais.
  • C) RM de abdome; cálculo coraliforme.
  • D) Ultrassom transretal; adenocarcinoma de próstata.

3. Sobre a introdução alimentar em lactentes de 6 meses, assinale a correta:

  • A) A carne deve ser triturada e peneirada.
  • B) Frutas raspadas ou amassadas devem ser introduzidas como fontes de fibras.
  • C) Sucos devem ser introduzidos na rotina uma vez ao dia.
  • D) Oferecer gema de imediato e clara apenas após 12 meses.

4. Primípara de 14 anos com hemorragia pós-parto e útero contraído. Conduta apropriada:

  • A) 800 mcg de misoprostol retal.
  • B) Laparotomia para histerectomia.
  • C) Conduta expectante.
  • D) Exame da placenta e, se necessário, curetagem.

5. Mulher de 34 anos com depressão, ouvindo vozes e com ideação suicida sem plano. Conduta:

  • A) Continuar na UBS e trocar o tratamento.
  • B) Internação em hospital psiquiátrico.
  • C) Internação em hospital geral e otimizar fármacos.
  • D) Referenciar à equipe multiprofissional do CAPS.

6. Mulher de 58 anos com diagnostico de hipertensão arterial sistêmica (HAS) e em tratamento irregular, é encaminhada ao ambulatório de clínica médica de atenção secundária. Queixa-se de fadiga e dispneia aos esforços, com piora progressiva. Ao exame físico, é observado rítmo cardiaco regular em 4 tempos (B3 + B4), sem sopros no precórdio, mas com créptos em bases pulmonares; pressão arterial: 148 x 90 mmHg. Ecocardiograma transtorácico evidencia hipertrofia ventricular esquerda cocêntrica, associada com fração de ejeção de 38% (por Simpson). Exames laboratoriais normais, salvo pela elevação sérica de peptídeo natriurético tipo B (BNP). Para melhorar o controle da HAS e o prognóstico do paciente, o tratamento com inibidor da enzima conversora de angiotensina foi mantido, e o especialista optou por associar determinado fármaco, devido ao impacto mpositivo no prognóstico de sobrevida dessa paciente. O fármaco introduzido no tratamento da paciente foi:

  • A) espironolactona.
  • B) clortalidona.
  • C) hidralazina.
  • D) clonidina.

7. Lactente de 4 meses é levado ao serviço de emergência com história de vómitos, poliúria, episódios de fraqueza intensa e febre. Ao exame físico, apresenta-se com desidratação grave e déficit de crescimento significativo. Encontram-se, ainda, sinais radiológicos de osteopenia e raquitismo resistente à vitamina D. Com base na principal hipótese diagnóstica, o distúrbio ácido básico relacionado ao caso é:

  • A) alcalose respiratória hipoclorêmica.
  • B) acidose metabólica hiperclorêmica.
  • C) alcalose respiratória hipocalêmica.
  • D) acidose metabólica hipercalêmica.

8. Homem de 45 anos foi encontrado inconsciente por familiares junto a uma escada de sua casa. Familiares o conduziram em carro próprio, sem medidas-padrão de atendimento pré-hospitalar. Não sabem por quanto tempo ficou desacordado e nem sobre o histório de saúde. Quando deu entrada no pronto-socorro, encontrava-se inconsciente, com equimose e escoriações na região orbital e palpebral direita, além de escoriações na região cervical posterior e em membros à direita. Não apresentava resposta ao comando verbal, mas respirava espontaneamente com frequência normal. Pressão arterial de 140 x 90 mmHg e pupilas isocóricas. Durante a avaliação, abriu os olhos e começou a se mexer, ainda sem responder a questões ou comandos. Após 30 minutos, começou a responder, mas informava não se lembrar de ter caído da escada. Considerando o quadro, a conduta adequada é:

  • A) tomografia de crânio, face e coluna cervical; radiografia de membros; manter o paciente em observção por 12 horas.
  • B) radiografia de crânio, coluna cervical e membros em duas posições; internar o paciente para observação.
  • C) tomografia de crânio, face e radiografia de membros; liberar o paciente para observação domiciliar.
  • D) radiografia de crânio e face; radiografia de membros; internar o paciente por 24 horas.

9. Paciente de 30 anos procurou consultório de ginecologia relatando fadiga, dismenorreia progressiva e dispareunia de profundidade. Toque vaginal: útero de volume normal, retroversofletido, dor à mobilização do colo. Com base nessas informações, a principal hipótese diagnóstica é:

  • A) doença inflamatória pélvica.
  • B) miomatose uterina.
  • C) cisto hemorrágico.
  • D) endometriose.

10.

Homem de 28 anos, estudante universitário, residente em zona urbana, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) referindo aparecimento de lesão cutânea em região dorsal da mão, cerca de 1 mês após ter sofrido arranhadura de gato de rua. A lesão apresenta úlceras com presença de crostas além de nodulações próximas. Foi submetido à biópsia da lesão cutânea e cultura de material. Observou-se dermatite granulomatosa difusa, presença de corpos asteroides e material eosinofílico ao redor de células características. Qual é a principal hipótese diagnóstica e o respectivo tratamento para esse caso:

  • A) Furunculose; cefalexina por 7 dias.
  • B) Herpes-zoster; aciclovir por 10 dias.
  • C) Esporotricose; itraconazol por 120 dias.
  • D) Paracoccidioidomicose;anfotericina B por 30 dias.

11. Observe o encaminhamento realizado por um médico de família. "Á cardiologia, Encaminho o Sr. J. L. S., de 56 anos, com diagnóstico de cardiopatia isquêmica, que sofreu um infarto agudo do miocárdio há 3 meses. Tem orientação para o uso de antiagregantes plaquetários, mas tem história de úlcera péptica e teve reação alérgica ao clopidogrel e a ticlopidina. Desta forma, solicito orientação quanto à conduta preventiva." Ao ser assistido pelo cardiologista, o paciente será atendido em qual nível de atenção e receberá que tipo de prevenção, respectivamente?:

  • A) Primário; secundário.
  • B) Secundário; secundário.
  • C) Terciário; terciário.
  • D) Quaternário; terciário.

12. Homem de 20 anos, com diagnóstico de esquisofrenia, chega à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) acompanhado de familiares, que descrevem que o paciente acordou "torto". Há 5 dias, foi realizada a troca de risperidona por haloperidol, pois aquela estava em falta na farmácia. Paciente nega outras queixas clínicas. Ao exame apresenta contratura de região cervical e fácies de dor. Quais são, respectivamente, a hipótese diagnóstica mais provável e a conduta mais adequada?

  • A) Distonia; biperideno intramuscular.
  • B) Acatisia; haloperidol intramuscular.
  • C) Discinesia tardia; diazepam intramuscular.
  • D) Sindrome extrapiramidal; prometazina intramuscular.

13. Mulher de 20 anos procura atendimento médico no ambulatório de clínica médica de referência devido a quadro iniciado há 3 meses, com dor e edema articular acometendo articulações das mãos (interfalangeanas proximais, metacarpofalangeanas e punhos), assim como cotovelos, joelhos e tornozelos. Relata rigidez matinal que persiste por mais de 2 horas. O exame físico confirma dor e edema nas articulações descritas, além de mucosas hipocoradas (++/4+), sem outras alterações.A hipótese diagnóstica a ser considerada, o achado laboratorial esperado e a primeira linha de tratamento indicada são, respectivamente:

  • A) esclerose sistêmica; níveis elevados de creatina quinase; prednisona.
  • B) artrite reumatoide; pesquisa de fator reumatoide (FR) positivo; metotrexato.
  • C) lúpus eritematoso sistêmico; FAN com padrão nuclear pontilhado fino denso; cloroquina.
  • D) doença mista do tecido conjuntivo; FAN com padrão nuclear pontilhado fino; azatioprina.

14. Paciente de 7 anos, na 4ª semana de tratamento quimioterápico para leucemia linfocítica aguda, é admitido em hospital terciário com história de febre há 12 horas (temperatura axilar de 39 °C), tosse e dispneia. Após 24 horas da admissão, segue febril, apesar de ter usado dipirona há 1 hora, e mantém diurese de 2 mL/kg/h.Exame físico: hidratado; pálido; orientado no tempo e no espaço; frequência cardíaca de 130 bpm; temperatura axilar de 39 °C; frequência respiratória de 36 irpm; pressão arterial de 90 x 60 mmHg; boa perfusão periférica; murmúrio vesicular diminuído em base de hemitórax à direita, com crepitações; bulhas taquicárdicas; fígado a 4 cm do rebordo costal direito e 5 cm do apêndice xifoide; baço a 4 cm do rebordo costal esquerdo. Os exames laboratoriais evidenciam lactato aumentado, acidose metabólica e hemograma com leucocitose com desvio à esquerda. Com base no quadro descrito, o diagnóstico é:

  • A) sepse.
  • B) choque séptico.
  • C) disfunção de múltiplos órgãos.
  • D) síndrome da resposta inflamatória sistêmica.

15. Paciente feminina de 78 anos, com 24 horas de evolução de dor e abaulamento progressivo em região inguinal direita. Apresentou também alguns episódios de vômitos e diminuição da eliminação de flatos. Antecedentes: neoplasia de mama há 30 anos, diabetes mellitus há 20 anos e tabagista de 40 maços/ano. Ao exame estava normotensa, eucárdica, afebril, eupneica. Índice de massa corporal de 35 kg/m2. Abdome globoso, depressível, com abaulamento não redutível e desconforto à palpação em região inguinal direita, com discreta hiperemia local e sem sinais de irritação peritoneal. Resultados dos exames laboratoriais:

A hipótese diagnóstica mais provável é:

  • A) isquemia mesentérica.
  • B) hérnia inguinal indireta.
  • C) hérnia femoral encarcerada.
  • D) neoplasia de cólon obstrutiva.

16. Paciente de 25 anos, com duas gestações e um parto, no segundo trimestre de gestação, compareceu à primeira consulta de pré-natal sem queixas. Após orientações e realização dos testes rápidos, verificou-se que o teste para sífilis foi positivo e imediatamente a paciente recebeu 2,4 milhões UI de penicilina benzatina intramuscular. Paciente nega diagnóstico e tratamento prévios para sífilis. Em relação ao acompanhamento da paciente, é correto afirmar que:

  • A) com o tratamento instituído, o feto não terá sequelas.
  • B) titulações menores ou iguais a um quarto indicarão cicatriz sorológica.
  • C) a queda de duas titulações do VDRL indicará efetividade de tratamento.
  • D) o exame de FTA-Abs reagente indicará doença ativa.

17. Homem de 52 anos, branco, solteiro, comparece à consulta agendada na Unidade Básica de Saúde (UBS) desejando realizar revisão clínica e exames laboratoriais. Desde os 35 anos não faz acompanhamento de saúde. Relata história familiar de diabetes e hipertensão, e a mãe faleceu com câncer de pulmão. Sem história familiar de câncer de próstata. Fuma cerca de 2 maços por dia há 21 anos. Exame físico: pressão arterial de 120 x 80 mmHg, índice de massa corporal de 23 kg/m2 , sem outras alterações. Considerando as recomendações de rastreamento para esse paciente, o médico de família e comunidade deve:

  • A) solicitar exames de colesterol total e frações, hemograma, glicemia de jejum, creatinina, PSA, radiografia de tórax, colonoscopia, realizar toque retal; orientar sobre a prática de atividade física regular.
  • B) solicitar exames de colesterol total, glicemia de jejum, pesquisa de sangue oculto nas fezes, PSA, ofertar anti-HIV e HBsAg, realizar toque retal; orientar sobre participação no grupo na UBS para abandono do tabagismo.
  • C) abordar mudanças no estilo de vida e cessação do tabagismo; acompanhar, em consultas longitudinais, as futuras possibilidades de exames complementares, quando o paciente atingir faixa etária para investigações adicionais.
  • D) solicitar exames de colesterol total, HDL e triglicerídeos, glicemia de jejum, pesquisa de sangue oculto nas fezes, ofertar testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites B e C; realizar abordagem sobre possibilidade de cessação do tabagismo.

18. Mulher de 32 anos, parda, ensino fundamental incompleto, trabalhadora rural, diarista no plantio de morango, procura Unidade Básica de Saúde (UBS) com queixas de tonturas, dores de cabeça, cansaço, náuseas e falta de ar. Ela referiu que desde os 20 anos sofre com dores de cabeça frequentes, mas há 2 semanas, após uma pulverização de agrotóxicos, começou a apresentar os sintomas descritos. Disse ainda que sua colega de trabalho apresentava queixas similares. Ao ouvir esses relatos, a médica da UBS suspeita de intoxicação aguda por agrotóxicos. Nessa situação, qual é a conduta adequada a ser adotada na assistência?

  • A) Encaminhar como caso suspeito ao centro de referência em saúde do trabalhador estadual e formalizar denúncia ao Ministério Público do Trabalho.
  • B) Estabelecer nexo causal entre os sintomas e os resultados de exames complementares, para confirmar diagnóstico de intoxicação por agrotóxicos, e notificar a Vigilância em Saúde municipal.
  • C) Tratar os sintomas, solicitar exames complementares, notificar o caso no Sistema de Notificação de Agravos e Doenças (Sinan), conceder atestado médico e solicitar matriciamento à Vigilância em Saúde do Trabalhador.
  • D) Informar não ser responsável pelo preenchimento da comunicação de acidente de trabalho (CAT), por ser atribuição exclusiva da medicina do trabalho, no centro municipal de referência em saúde do trabalhador.

19. Pais de um menino de 10 anos levam a criança para avaliação médica em Unidade Básica de Saúde (UBS). Relatam que seu filho se dá bem com a família até que não lhe seja permitido fazer algo que deseja. Quando isso ocorre, ele fica irritado, impulsivamente agressivo e agitado por várias hours. Assim que se acalma ou consegue o que quer, fica feliz e agradável novamente. Os pais entendem que o filho parece agir deliberadamente para aborrecer os outros e nunca assume a culpa por seus próprios erros ou mau comportamento. Relatam ainda que ele discute com adultos ou figuras de autoridade e em várias situações não aceita as regras de boa convivência com os familiares. Considerando o caso descrito, qual é o diagnóstico mais provável?:

  • A) Transtorno afetivo bipolar.
  • B) Transtorno de oposição desafiante.
  • C) Transtorno disruptivo da desregulação do humor.
  • D) Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade.

20. Homem de 50 anos, queixando-se de astenia e constipação com fezes em fita. Há 15 dias, apresenta edema de membros inferiores até a raiz da região crural, bilateralmente, com pouca melhora à elevação dos membros. Ele perdeu 10 kg em 6 meses. Nega hipertensão arterial e diabetes mellitus e não faz uso de medicamento. Os exames do paciente apresentaram os seguintes resultados:

Dentre esses achados laboratoriais, quais são necessários para a definição da síndrome renal do paciente?

  • A) Proteína urinária de 24 horas = 3,6 g e albumina sérica = 1,8 g/dL.
  • B) Proteína urinária de 24 horas = 3,6 g e triglicerídeos = 200 mg/dL.
  • C) Hematúria e triglicerídeos = 200 mg/dL.
  • D) Hematúria e albumina sérica = 1,8 g/dL.

21. Recém-nascido de 15 dias, a termo, Apgar 8/9, peso e comprimento ao nascer de 2.600 g e 46 cm, respectivamente, com síndrome de Down, e cuja gestação não apresentou outras intercorrências. Está na consulta de puericultura com peso e comprimento atuais de 2.900 g e 47 cm, respectivamente. Para o acompanhamento pôndero-estatural, os dados devem ser plotados nas

  • A) curvas de crescimento da OMS desde o nascimento até a adolescência.
  • B) curvas de crescimento específicas para síndrome de Down desde o nascimento.
  • C) curvas de crescimento da OMS, corrigindo o peso e o comprimento para síndrome de Down.
  • D) curvas de crescimento da OMS até os dois anos e, a partir daí, em curvas específicas para síndrome de Down.

22. Paciente de 20 anos, sexo masculino, vítima de colisão “automóvel a muro”, sem cinto de segurança, é atendido ainda na cena pelo Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (SAMU). Exame físico: paciente torporoso; saturação de O2 de 60%, em ar ambiente; frequência respiratória de 28 irpm; frequência cardíaca de 112 bpm; pressão arterial de 90 x 50 mmHg. Desvio da traqueia para a direita, turgência de veias jugulares, hipofonese de bulhas cardíacas e diminuição acentuada do murmúrio vesicular à esquerda. Qual é a conduta adequada no atendimento pré-hospitalar?

  • A) Reposição volêmica.
  • B) Cricotireoidostomia.
  • C) Pericardiocentese.
  • D) Toracocentese.

23. aciente de 16 anos comparece ao ambulatório para mostrar os resultados dos exames complementares solicitados na consulta anterior. Está preocupada porque todas as colegas da mesma idade já menstruaram e ela não. O fenótipo é feminino, com pelos pubianos e axilares esparsos. Os exames complementares evidenciam ausência do útero à ultrassonografia pélvica, dosagem sérica do hormônio folículo estimulante (FSH) normal, dosagem de testosterona sérica compatível com níveis do sexo masculino e cariótipo 46 XY. Com base no quadro clínico e nos dados apresentados,a principal hipótese diagnóstica dessa paciente é:

  • A) disgenesia gonadal.
  • B) malformação Mulleriana.
  • C) obstrução do trato genital.
  • D) insensibilidade androgênica.

24. Mulher de 82 anos, sem história prévia de hipertensão, comparece à consulta preocupada porque aferiu a pressão na farmácia há 1 semana e estava em 146 x 86 mmHg. Em outra aferição, há 2 semanas, na unidade de saúde, a pressão estava em 144 x 88 mmHg. No momento da consulta, a pressão está em 148 x 88 mmHg. Não apresenta sintomas nem está em acompanhamento de outros agravos neste momento. Qual é a abordagem adequada nesse caso?

  • A) Referenciar ao cardiologista para um manejo específico.
  • B) Solicitar holter 24 horas e ecocardiograma para ampliar a avaliação.
  • C) Prescrever losartana 50 mg, 1 comprimido à noite, com monitoramento da pressão arterial na unidade.
  • D) Realizar uma conduta expectante, sem necessidade de medicamentos, com monitoramento de pressão arterial na unidade.

25. Mulher travesti de 28 anos, profissional do sexo, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) em demanda espontânea. Relata relações sexuais frequentes com diferentes parceiros, com uso inconsistente de preservativos, principalmente durante relações anais receptivas. Há 2 dias teve uma relação sexual desprotegida com um cliente que se recusou a usar camisinha. Nunca utilizou medicamento para profilaxia pré-exposição (PrEP) ou pósexposição (PEP) à infecção pelo HIV. Considerando que a paciente está assintomática no momento, qual a melhor estratégia de prevenção?

  • A) Prescrever PrEP após resultado não reagente para HIV; indicar PEP após tratamento inicial e orientar rastreamento de ISTs a cada 3 meses.
  • B) Oferecer teste rápido para HIV e sífilis; prescrever PrEP de início imediato; orientar sobre as vacinas disponíveis no SUS para seu grupo populacional.
  • C) Realizar testagem rápida para HIV e sífilis; prescrever PEP mediante resultado não reagente para HIV e programar início da PrEP após término da PEP.
  • D) Prescrever PEP e PrEP de forma concomitante; solicitar sorologias para ISTs; agendar retorno para analisar os resultados e revisar adesão ao tratamento.

26. Mulher de 21 anos comparece à consulta médica em Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação de amenorreia há 4 meses, sendo descartada gravidez. Paciente relata que há 10 meses iniciou dieta para perder peso, tendo emagrecido nesse período aproximadamente 30 kg. Há 2 dias relata desmaio durante prática de exercício físico e, por isso, realizou eletrocardiograma (ECG) que indicou alterações no segmento ST e na onda T. Paciente nega histórico de diagnóstico de transtorno mental, mora sozinha e sua família é de outra cidade. Afirma manter o padrão alimentar, pois ainda quer perder peso. Ao exame físico, apresenta palidez de mucosa e turgor cutâneo diminuído. Altura = 1,63 m; peso = 39 kg (IMC = 14,7 kg/m2); pressão arterial = 80 x 60 mmHg; frequência cardíaca = 55 bpm e frequência respiratória = 15 irpm. Qual é a conduta adequada nesse momento?

  • A) Solicitar internação em enfermaria de clínica médica.
  • B) Encaminhar para internação em enfermaria de saúde mental.
  • C) Continuar a investigação para causas da amenorreia na UBS.
  • D) Acompanhar em ambulatório do Centro de Atenção Psicossocial (CAPs).

27. Mulher de 65 anos iniciou quadro de lentidão dos movimentos há 6 meses, com dificuldade para amarrar sapatos, abotoar roupas e digitar. Ao caminhar, apresentava passos mais curtos e sensação de instabilidade, com 1 episódio de queda. Concomitantemente apresentou tremores nas mãos, de repouso, associados à rigidez e alteração do padrão do sono. Nega alterações de memória e cognição. Ao exame físico apresentava fácies em máscara, marcha em pequenos passos, frequência cardíaca de 88 bpm com ausculta sem alterações, pressão arterial de 130 x 80 mmHg, tremores assimétricos na manobra dos braços estendidos, hipertonia em roda dentada. A ressonância nuclear magnética realizada há 2 semanas constatou atrofia cerebral compatível com a idade. O tratamento medicamentoso inicial recomendado para o caso clínico será:

  • A) levodopa e carbidopa.
  • B) donepezila e memantina.
  • C) propranalol e amantadina.
  • D) atorvastatina e baclofeno.

28. A violência contra adolescentes pode ter várias causas e atores. Os sinais que demonstram essas ações podem ser indiretos, mas devem ser observados pelos profissionais da saúde. Assinale a alternativa com a situação em que se deve notificar o Conselho Tutelar.

  • A) Manuel, 15 anos, abandonado pelos pais e sob os cuidados de uma família acolhedora, apresenta febre, vômitos, petéquias que evoluem para púrpuras em MMII e SS, rigidez de nuca e história vacinal desconhecida.
  • B) Michele, 13 anos, está morando temporariamente com os tios enquanto a mãe faz um curso no exterior. Há 1 mês vem apresentando equimoses em face, pernas, coxas, em vários estágios de evolução, e evita falar sobre o fato.
  • C) Felipe, 11 anos, acolhido em um abrigo desde os 9 anos, há 3 dias está mais recolhido no seu quarto e dorme quase o tempo todo. Apresenta febre, muita dor no corpo e retroorbitária, sangramento gengival quando escova os dentes e petéquias pelo corpo.
  • D) Edilene, 16 anos, que cumpre medidas socioeducativas em uma instituição do Estado, apresenta várias equimoses nos membros superiores e inferiores, além do tronco. Refere também suores noturnos, febre inexplicada, perda de peso e linfonodos aumentados de tamanho em região cervical, supraclavicular e inguinal bilateralmente.

29. Paciente do sexo feminino, 27 anos, é atendida em Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com história de dor abdominal, com início em epigástrio há dois dias, contínua, sem fatores de melhora, associada a náuseas e perda de apetite, evoluindo para dor em fossa ilíaca direita há 1 dia e febre de 38,2 °C no dia do atendimento. Nega comorbidades, cirurgias prévias ou uso de medicações regulares. Relata que a última menstruação foi há 23 dias, e apresenta ciclos regulares de 28 dias. Exame físico: regular estado geral, corada, desidratada +/4+, eupneica, anictérica, acianótica; ausculta pulmonar e cardíaca sem alterações; ruídos hidroaéreos diminuídos, descompressão brusca dolorosa em quadrante inferior de abdome à direita.

Considerando o diagnóstico mais provável, a conduta adequada é:

  • A) iniciar antibioticoterapia empírica até resultado de exame de urocultura.
  • B) realizar tomografia computadorizada de abdome e iniciar metotrexato.
  • C) iniciar antibioticoterapia empírica e acompanhamento ambulatorial.
  • D) realizar ultrassonografia de abdome e solicitar parecer cirúrgico.

30. Multípara, 37 semanas, obesa, apresentando diabetes mellitus gestacional controlada com insulina NPH e regular. Evoluiu para parto normal, e o recém-nascido pesou 3.300 g. A conduta no puerpério imediato deve ser:

  • A) suspender insulinoterapia.
  • B) iniciar hipoglicemiante oral.
  • C) manter insulina NPH em 1/3 da dose da gravidez.
  • D) manter insulinoterapia com a dosagem do pré-natal.

31. Homem de 34 anos se dirige à Unidade Básica de Saúde (UBS) com febre (38,5 °C), dores de moderada intensidade e manchas no corpo há 3 dias. No dia da consulta, iniciou com dores abdominais e vômitos incontroláveis. Exame físico: prostrado, mucosas coradas, extremidades bem perfundidas. Pressão arterial de 120 x 80 mmHg; frequência respiratória de 16 irpm; frequência cardíaca de 80 bpm. Leve dor à palpação abdominal, sem outras alterações. Qual a hipótese diagnóstica e o manejo, respectivamente?

  • A) Dengue grupo B. Prescrever hidratação oral, analgésico e antiemético; solicitar hemograma, plaquetas e antígeno NS1; realizar acompanhamento domiciliar após exames.
  • B) Dengue grupo C. Prescrever hidratação oral, analgésico e antiemético; solicitar hemograma, plaquetas e anticorpo IgM; realizar acompanhamento ambulatorial após exames.
  • C) Dengue grupo C. Prescrever hidratação parenteral, analgésico e antiemético; solicitar hemograma, plaquetas e antígeno NS1; manter em leito de observação até estabilização.
  • D) Dengue grupo B. Prescrever hidratação parenteral, analgésico e antiemético; solicitar hemograma, plaquetas, antígeno NS1 e anticorpo IgM; manter em leito de observação até estabilização.

32. Homem de 48 anos, auxiliar de pedreiro, procura Unidade Básica de Saúde (UBS) com queixa de dor lombar iniciada há 3 semanas, de instalação insidiosa, sem irradiação. Relata que a dor piora ao final do dia e melhora parcialmente com repouso e uso de paracetamol. Nega perda de peso, febre, traumas, incontinência ou fraqueza nos membros inferiores. Ao exame físico, apresenta dor à palpação paravertebral em região lombar, sem alterações neurológicas. Com base na história clínica e no exame físico, qual o próximo passo na condução desse caso?

  • A) Solicitar ressonância magnética da coluna lombar e encaminhar para a ortopedia.
  • B) Solicitar radiografia lombar, prescrever corticoide oral e agendar o retorno após 10 dias.
  • C) Orientar repouso, fornecer atestado de 7 dias e otimizar a analgesia com antidepressivo tricíclico.
  • D) Explicar a natureza benigna, orientar analgesia e atividade física leve, com reavaliação em 4 a 6 semanas.

33. “Internações sem consentimento aumentam na Cracolândia, em meio a denúncias de agressões”. ZYLBERKAN, M.; KRUSE, T. Folha de S. Paulo, 3 jul. 2024. Notícias como esta têm se tornado frequentes em jornais brasileiros nos últimos anos. Alguns municípios têm criado leis locais próprias para as internações involuntárias que muitas vezes contradizem as leis federais sobre o tema. Sobre a internação involuntária no Brasil, é correto afirmar que:

  • A) a internação involuntária é determinada, de acordo com a legislação, pela Justiça.
  • B) é autorizada por médico devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina.
  • C) no prazo de 15 dias, a internação deve ser comunicada ao Ministério Público Federal.
  • D) o término da internação involuntária ocorrerá por solicitação do Ministério Público Municipal.

34. Homem de 68 anos, em tratamento crônico irregular de hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e fibrilação atrial, é admitido em Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com quadro de rebaixamento do nível de consciência e déficit neurológico do lado esquerdo, de predomínio braquiofacial. Segundo o acompanhante, o paciente tinha ido se deitar havia 90 minutos, sem qualquer sintoma antes de ser encontrado com o transtorno observado. Foi levado ao hospital, onde deu entrada 30 minutos após constatado o déficit focal. Ao exame físico, paciente com 9 pontos na escala de coma de Glasgow modificada, exibindo hemiparesia acentuada à esquerda, pressão arterial de 170 x 100 mmHg em ambos os membros superiores, com ritmo cardíaco irregular, frequência cardíaca média de 96 bpm. Não há outras alterações expressivas ao exame físico. Glicemia capilar de 285 mg/dL; demais exames laboratoriais não revelam anormalidades. A tomografia computadorizada de crânio sem contraste revela área de atenuação de densidade em cerca de 40% do território da artéria cerebral média direita, cujo laudo é obtido cerca de 3 horas após o último momento em que o paciente foi visto sem déficits. O médico da unidade explica ao acompanhante que, apesar dos potenciais benefícios da terapia trombolítica em pacientes com acidente vascular encefálico isquêmico, o paciente apresenta contraindicação em função de:

  • A) apresentar extensão de isquemia superior a 1/3 do território da artéria cerebral média acometida.
  • B) haver decorrido período de tempo superior ao limite máximo tolerável desde o início do déficit.
  • C) evoluir com glicemia acima de 200 mg/dL com intervalo maior que 2 horas pós-prandial.
  • D) ter níveis pressóricos superiores aos permitidos para o uso do fármaco.

35. Menino de 6 anos é levado à Unidade Básica de Saúde (UBS) com queixa de fimose. Mãe relata balanopostites frequentes, sendo o primeiro episódio com 1 ano de vida. Nega infecções do trato urinário. Ao exame físico, apresenta prepúcio cobrindo toda a glande que, quando tracionado, expõe meato uretral e anel fibrótico prepucial. Sobre o caso, assinale a alternativa correta.

  • A) Trata-se de fimose fisiológica, necessitando de exercícios de redução e higiene do prepúcio.
  • B) Há indicação cirúrgica na adolescência, pois já está apresentando exposição de meato uretral.
  • C) Há indicação cirúrgica, pois a criança apresenta balanopostites recorrentes com fibrose prepucial.
  • D) Indica-se uso de creme de betametasona e hialuronidase por 4 semanas, uma vez que apresenta exposição de meato uretral.

36. Mulher de 72 anos foi atendida em hospital de médio porte. Relatava emagrecimento e dor abdominal com irradiação para região dorsal há 3 meses; há 1 mês a urina ficou mais escura, começou a apresentar prurido cutâneo intenso e icterícia em escleras. Ao exame físico, encontrava-se ictérica +++/4+, emagrecida; exame do abdome com fígado palpável abaixo da borda costal direita, assim como uma massa bem definida, de consistência cística, não dolorosa em hipocôndrio direito. Nesse caso, o mais adequado é solicitar:

  • A) ultrassonografia para avaliar colecistite crônica calculosa.
  • B) tomografia computadorizada para avaliar vias biliares e pâncreas.
  • C) colangiopancreatografia por ressonância para avaliar coledocolitíase.
  • D) biópsia percutânea com agulha da massa palpada para avaliar neoplasia.

37. Paciente G5P3C1, 35 anos, idade gestacional de 15 semanas por ecografia relizada com 8 semanas, hipertensa crônica em uso de enalapril, antecedente de pré-eclâmpsia. Comparece à consulta de pré-natal na Unidade Básica de Saúde (UBS) com pressão arterial de 140 x 90 mmHg. Qual é a conduta medicamentosa indicada para essa paciente?

  • A) Captopril, varfarina e ácido acetilsalicílico.
  • B) Furosemida, varfarina e carbonato de cálcio.
  • C) Losartana, enoxaparina e carbonato de cálcio.
  • D) Alfa-metildopa, ácido acetilsalicílico e carbonato de cálcio.

38. Homem de 48 anos busca atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) para reiniciar tratamento para tuberculose. Paciente refere que iniciou o tratamento poliquimioterápico há 6 meses, quando foi diagnosticado com tuberculose; porém, há 2 meses, interrompeu o acompanhamento na sua unidade de origem devido ao uso de substâncias psicoativas. Ele se mudou para o território da unidade há 15 dias e foi visitado pelo agente comunitário, que o orientou a procurar atendimento médico para avaliação e retomada do tratamento. Foram solicitados, inicialmente, o teste rápido molecular para tuberculose (TRM-TB), baciloscopia de escarro e radiografia de tórax. Qual alternativa apresenta a conduta adequada para esse caso?

  • A) Se o TRM-TB for positivo, sem resistência à rifampicina, e a baciloscopia for negativa, reiniciar o esquema básico.
  • B) Se o TRM-TB for negativo e a baciloscopia for positiva, reiniciar o esquema básico, desde que a resistência à rifampicina seja positiva.
  • C) Se o TRM-TB for negativo e a baciloscopia for positiva, solicitar cultura de escarro com teste de sensibilidade e reiniciar o esquema básico enquanto se aguarda a cultura.
  • D) Se o TRM-TB for positivo, com resistência à rifampicina, e a baciloscopia for positiva, solicitar cultura de escarro com teste de sensibilidade e reiniciar o esquema básico enquanto se aguarda a cultura.

39. Uma instituição de saúde está pesquisando um novo teste de triagem para hanseníase, com sensibilidade de 92% e especificidade de 65%, aplicado em uma população com baixa prevalência da doença. Nesse contexto, é correto afirmar que:

  • A) quase todos os testes positivos indicarão verdadeiros casos de hanseníase, diante da elevada sensibilidade do teste.
  • B) o número de falsos-positivos será elevado, devido à baixa especificidade do teste e à baixa prevalência da doença.
  • C) o número de falsos-negativos será elevado, reduzindo a capacidade do teste em detectar casos reais.
  • D) a elevada sensibilidade do teste o torna ideal para a confirmação do diagnóstico de hanseníase.

40. Mulher de 52 anos chega ao acolhimento de Unidade Básica de Saúde (UBS), muito chorosa, e relata: “Estou com dificuldade para dormir, não tenho comido direito, desde o ocorrido ... é o meu filho, sabe ... ele morreu há 3 dias ... e a dor no meu coração está muito forte, quase insuportável”. A paciente chora copiosamente e diz que sonha com uma pessoa gritando o nome de seu filho, relembrando o momento em que o tinha encontrado na rua, vítima de atropelamento. Após o primeiro acolhimento, ela fica um pouco mais calma, relatando que não pensa em se matar, que nunca tinha sido atendida por psiquiatra ou tomado medicamentos antes, mas que nesse momento precisa de muita ajuda. Diante do caso, qual a conduta adequada?

  • A) Prescrever inibidor de recaptação de serotonina para alívio dos sintomas depressivos e ansiosos.
  • B) Encaminhar ao Centro de Atenção Psicossocial (CAPs) para seguimento intensivo com médico psiquiatra.
  • C) Encaminhar para psicologia na atenção secundária para ofertar terapia psicanalítica breve.
  • D) Acompanhar longitudinalmente para observação e ofertar apoio pela equipe da UBS.

41. Mulher de 86 anos é levada pela filha à consulta no ambulatório de clínica médica, com queixa de quedas frequentes. A paciente tem diagnóstico prévio de hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia, depressão, déficit cognitivo leve e constipação intestinal. Está em uso de losartana, hidroclorotiazida, atenolol, metformina, gliclazida, rosuvastatina, escitalopram, donepezila e lactulose. Segundo a filha da paciente, as quedas ocorrem em diversos horários do dia, mais frequentemente na madrugada, ao se levantar para ir ao banheiro. Ao exame físico, a idosa apresenta leve bradipsiquismo e sinais de sarcopenia; pressão arterial do membro superior direito de 138 x 92 mmHg, quando deitada, e 110 x 70 mmHg, quando sentada. O plano terapêutico apropriado ao contexto desse caso deve incluir

  • A) sugerir avaliação oftalmológica para investigação de catarata.
  • B) encaminhar ao neurologista para investigar a presença de disautonomia.
  • C) rever a polifarmácia para reduzir fármacos indutores de hipotensão arterial.
  • D) adicionar fármaco capaz de elevar os níveis tensionais, como a fludrocortisona.

42. Menino, 10 anos, morador de área urbana, está em avaliação no pronto-atendimento por apresentar dor em cotovelo direito há 1 dia. Há 1 semana, iniciou quadro de febre de 38,5 °C, 1 a 2 picos ao dia, associada à dificuldade de deambular devido ao joelho direito apresentar-se “doloroso e inchado”. Após 4 dias, percebeu melhora da dor no joelho, porém o tornozelo direito começou a ficar “inchado e um pouco avermelhado”, doloroso, com melhora em 2 dias. Há 3 semanas, havia se queixado de dor de garganta. Sem outras queixas. Nega contato com animais domésticos. No momento do atendimento, está com dificuldade para movimentar o cotovelo direito por causa da dor e do edema, frequência cardíaca de 110 bpm e 2 bulhas rítmicas normofonéticas, com sopro sistólico de 3+/6+. Restante do exame físico sem anormalidades. Considerando o quadro clínico apresentado, o agente etiológico e o tratamento de escolha são, respectivamente,

  • A) Borrelia burgdorferi; doxiciclina.
  • B) Staphylococcus aureus; oxacilina.
  • C) Treponema pallidum; penicilina G benzatina.
  • D) Streptococcus pyogenes; penicilina G benzatina.

43. Homem de 58 anos deu entrada no pronto-socorro com dor epigástrica irradiada para as costas, iniciada há 2 horas, progressiva, pós-prandial, acompanhada de náuseas, vômitos e sudorese. Relata episódios semelhantes no último ano, que melhoraram com uso de analgésico. Tabagista ativo, alcoolista de 8 doses de destilado por dia há 33 anos, nega comorbidades. Exame físico: corado, acianótico, anictérico, sudoreico, fácies de dor, agitado. Índice de massa corporal de 23 kg/m2; pressão arterial de 150 x 90 mmHg; frequência cardíaca de 74 bpm; frequência respiratória de 18 irpm; temperatura axilar de 37 oC. Abdome globoso, distendido, timpânico, peristalse presente, doloroso à palpação do epigástrio e hipocôndrio esquerdo. Os exames laboratoriais apresentam os seguintes resultados:

Qual é o provável diagnóstico?

  • A) Colangite aguda.
  • B) Colecistite aguda.
  • C) Doença ulcerosa péptica.
  • D) Pancreatite crônica.

44. Primigesta de 29 anos, com 41 semanas de gestação e pré-natal de risco habitual, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) para consulta de rotina. Ela está preocupada com a duração da gravidez e deseja saber quais serão os próximos passos. A paciente está assintomática, relata movimentação fetal presente, e o exame físico está normal para a idade gestacional. Perfil biofísico fetal realizado há 1 dia encontra-se dentro da normalidade. Considerando o quadro clínico apresentado e a idade gestacional, a conduta é:

  • A) orientar repouso domiciliar, com planejamento da indução do parto após 42 semanas.
  • B) solicitar dopplervelocimetria obstétrica para avaliar o bem-estar fetal e planejar o manejo com base no resultado.
  • C) realizar amnioscopia para verificar a presença de mecônio no líquido amniótico e planejar o manejo com base no resultado.
  • D) solicitar perfil biofísico fetal e cardiotocografia a cada 2 a 3 dias e planejamento da indução do parto até 41 semanas e 6 dias.

45. Médica de 32 anos foi contratada pelo Programa Mais Médicos para trabalhar na Unidade Básica de Saúde (UBS) no distrito sanitário especial indígena Yanomami na Amazônia, região endêmica para malária. Considerando que a médica não tem morbidades ou problemas de saúde em tratamento, qual quimioprofilaxia está indicada?

  • A) Artesunato.
  • B) Doxiciclina.
  • C) Primaquina.
  • D) Cloroquina.

46. Homem de 21 anos, portador de diabetes mellitus tipo 1, diagnosticado há 5 anos, foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) devido à dor abdominal, náuseas e vômitos. Familiares informam que está sem utilizar insulina há 3 dias por dificuldades financeiras. No exame físico, encontra-se torporoso, desidratado, com hálito cetótico e dor abdominal à palpação profunda de forma generalizada. Ao exame, frequência cardíaca de 112 bpm; frequência respiratória de 38 irpm; pressão arterial de 110 x 70 mmHg. Os exames laboratoriais na admissão indicam:

O diagnóstico e a conduta inicial indicada para esse paciente são, respectivamente,

  • A) pancreatite aguda; iniciar dieta oral zero.
  • B) estado hiperosmolar hiperglicêmico; iniciar insulinoterapia.
  • C) cetoacidose diabética; prescrever solução fisiológica a 0,9 por cento.
  • D) insuficiência renal aguda; prescrever bicarbonato de sódio.

47. Recém-nascido de 14 dias, hipoativo e com desconforto respiratório, é levado para avaliação na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Antecedentes obstétricos: não foi realizado pré-natal e o parto ocorreu a termo no domicílio. Exame clínico: hipoativo e pouco responsivo, hipocorado, cianótico. Aparelho respiratório: 70 irpm com tiragem subcostal. Murmúrio vesicular diminuído bilateralmente. Saturação de O2 em ar ambiente de 82%. Aparelho cardiovascular: pulsos débeis, tempo de perfusão capilar de 5 segundos. Frequência cardíaca de 160 bpm, com ritmo cardíaco regular. Abdome globoso, com fígado a 2,5 cm do rebordo costal direito, presença de halo de hiperemia e edema em torno do coto umbilical. O diagnóstico e as condutas adequadas são, respectivamente,

  • A) choque cardiogênico; manter suporte ventilatório, evitar excesso de volume intravascular devido a risco de piora, administrar fármacos vasoativos e prostaglandina E1.
  • B) choque neurogênico; manter suporte ventilatório, acesso venoso para fase rápida de fluido cristaloide isotônico, hidratação venosa de manutenção e administrar corticoide endovenoso.
  • C) choque obstrutivo; manter suporte ventilatório, acesso venoso para fase rápida de fluido cristaloide isotônico e corrigir rapidamente a causa subjacente com descompressão torácica com agulha.
  • D) choque distributivo; manter suporte ventilatório, acesso venoso para fase rápida de fluido cristaloide isotônico, hidratação venosa de manutenção, administrar antibióticos e fármacos vasoativos.

48. Homem de 66 anos, em pós-operatório precoce de revascularização cardíaca, é encaminhado ao pronto-socorro, com queixa de dor abdominal progressiva em quadrante inferior esquerdo há 5 dias e piora há 1 dia, com aumento do número de evacuações para 3 vezes ao dia. Relata febre não aferida. Exame físico: bom estado geral, eupneico, pressão arterial de 110 x 60 mmHg, temperatura axilar de 38 °C e frequência cardíaca de 100 bpm. Ao exame abdominal, defesa voluntária da musculatura e dor à palpação superficial e profunda, com massa em quadrante inferior esquerdo. Ao toque retal, presença de uma massa flutuante dolorosa à esquerda. Tomografia de abdome com contraste: densificação dos planos gordurosos adjacente ao sigmoide, associada a coleção de 100 mm3 no local. Após iniciada a antibioticoterapia sistêmica, qual é a conduta mais adequada para esse paciente?

  • A) Laparotomia para drenagem.
  • B) Tratamento clínico conservador.
  • C) Drenagem guiada por colonoscopia.
  • D) Drenagem percutânea guiada por tomografia.

49. Parturiente de 29 anos, sem comorbidades, esteve em trabalho de parto por 8 horas e evoluiu para parto vaginal. Após 10 minutos do desprendimento do feto, ainda não se observou a expulsão da placenta. A paciente está estável e sem sinais de hemorragia. Diante do quadro apresentado, a conduta a ser adotada é:

  • A) aguardar a expulsão espontânea da placenta, sem intervenções adicionais, e observar sinais de separação.
  • B) realizar tração controlada do cordão umbilical, enquanto se estabiliza o útero com a mão suprapúbica.
  • C) iniciar curagem placentária, devido ao tempo transcorrido sem desprendimento placentário.
  • D) administrar uterotônico adicional e realizar massagem uterina para auxiliar a dequitação.

50. Paciente de 27 anos, em regime fechado em penitenciária, queixa-se de tosse há 2 semanas. Considerando a situação na qual se encontra esse paciente, o médico de família e comunidade deve

  • A) encaminhar para internação clínica, objetivando rapidez no diagnóstico e garantia da segurança.
  • B) solicitar radiografia de tórax, pesquisa laboratorial de Mycobacterium tuberculosis e garantir o tratamento em caso de positividade.
  • C) solicitar internação social, a fim de garantir tratamento supervisionado, observado diretamente por 6 meses, caso seja confirmada a tuberculose.
  • D) aguardar evolução, com uso de sintomáticos; caso a tosse persista por mais de 3 semanas, proceder à investigação diagnóstica de tuberculose.